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Terça-Feira, 06 de Janeiro de 2026 22:59

Sorriso: Pai que matou filho, de 2 anos, com ciúmes da esposa, era segurança e foi denunciado por agressão em festa

Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, suspeito de matar o próprio filho de 2 anos, Davi Lucca da Silva Lemos, por asfixia para se vingar da ex na última sexta- feira (2), não tinha histórico de violência doméstica, mas já havia sido denunciado por agressão em Sorriso, a 420 km de Cuiabá.

Rairo confessou à polícia nesse sábado (3) que cometeu o crime porque estava "movido por ódio ao ver a foto da ex com um amigo" . Ele ainda escreveu uma carta de despedida em que afirmou que mataria a criança por não aceitar o fim do relacionamento com a ex-mulher, mãe do menino.

O g1 tenta localizar a defesa do investigado.

Segundo a Polícia Civil, a denúncia teria acontecido há menos de um ano, em fevereiro de 2025, quando Rairo trabalhava como segurança em uma casa de show localizada no Jardim Europa. Por volta de 1h50, um cliente teria tentado usar o banheiro do local e foi informado pelo suspeito de que o espaço era exclusivo para funcionários.

A vítima questionou a orientação, alegando não haver aviso no local e dizendo ter direito de usar o banheiro. Conforme a polícia, Rairo teria atacado o cliente com uma arma de choque. Outros dois seguranças também teriam participado das agressões, com chutes e socos.

Ainda de acordo com o relato, a vítima foi expulsa do estabelecimento após levar uma pancada na cabeça com um cassetete.

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de Rairo Andrey Borges, de 21 anos, acusado de matar o próprio filho, de 2 anos e 5 meses, em Sorriso. Ao negar o pedido de liberdade, o magistrado considerou a extrema gravidade do crime, a existência de indícios claros de premeditação, o risco à ordem pública e o histórico de ameaças feitas à ex-companheira antes do assassinato da criança.


 

O crime ocorreu na noite de sábado (3), no bairro Vila Bela, e inicialmente foi tratado como uma ocorrência de tentativa de suicídio. A Polícia Militar foi acionada para atender a situação, mas, ao chegar ao local, os policiais foram informados de que o suspeito e a criança já haviam sido socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Segundo relatos colhidos pela polícia, vizinhos ouviram som alto vindo da residência e um barulho semelhante ao de telhas quebrando. Diante da suspeita de algo grave, populares arrombaram a porta da casa. No interior do imóvel, encontraram Rairo pendurado por uma corda e o filho desacordado sobre a cama.

 

 

Durante a averiguação no local, os policiais localizaram uma carta escrita pelo acusado e endereçada à ex-companheira, mãe da criança. No documento, ele deixava clara a intenção de fazer mal ao filho e também a si mesmo, afirmando que não aceitava o fim do relacionamento nem a possibilidade de ela estar com outra pessoa.

 

 

 

 

Mensagens anteciparam o crime

Além da carta, a investigação apurou que Rairo enviou diversas mensagens à ex-companheira após descobrir que ela havia iniciado um novo relacionamento. A mulher relatou à polícia que estava separada havia cerca de duas semanas e que, ao longo do sábado, passou a receber textos cada vez mais agressivos. Por volta das 19h48, ele teria enviado uma mensagem detalhando exatamente o que pretendia fazer com o filho e consigo.

A criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Sorriso. Apesar de mais de 30 minutos de tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, o menino não resistiu. A mãe compareceu ao hospital em estado de choque e confirmou à polícia o histórico recente de ameaças.

 

Flagrante e prisão preventiva

Após os fatos, Rairo foi preso em flagrante. Durante o primeiro interrogatório, ele negou o crime. No entanto, ao ser confrontado com o conteúdo da carta encontrada na residência e com as mensagens enviadas à ex-companheira, passou a apresentar respostas desconexas, o que reforçou os indícios de autoria.

Diante do conjunto de provas, a prisão foi convertida em preventiva. Ao analisar o pedido de liberdade, a Justiça destacou que o crime foi cometido por motivo considerado fútil, com violência extrema e contra uma criança indefesa, o que demonstra alto grau de periculosidade. O magistrado também ressaltou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública e o regular andamento do processo.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que continua reunindo provas e depoimentos para a conclusão do inquérito.

 

 

Fonte: ClicHoje com JKNOTICIAS

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