Uma mulher, de 59 anos, procurou a Polícia Civil após perder R$ 18,9 mil no chamado “golpe do falso advogado”. O criminoso utilizou a fotografia da profissional que representava a vítima em uma ação contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a vítima, a ação judicial teria como objetivo conseguir um benefício por incapacidade para sua neta. Usando números telefônicos diferentes do contato verdadeiro da advogada, o golpista iniciou uma conversa e convenceu a mulher de que precisava acessar suas contas bancárias.
Durante as mensagens, o suspeito orientou a vítima a entrar nos aplicativos do Sicredi e do Bradesco. Seguindo as instruções, ela contratou empréstimos nas duas instituições financeiras e realizou diversos pagamentos por Pix para contas de diferentes beneficiários.
Ao todo, a mulher transferiu R$ 18,9 mil. Depois de perceber que havia sido enganada, ela entrou em contato com os bancos para solicitar o bloqueio dos valores e procurou a delegacia para registrar o caso.
A ocorrência deverá ser investigada pela Polícia Civil. A orientação é que clientes nunca realizem pagamentos ou empréstimos sem antes confirmar pessoalmente ou por meio do número oficial do advogado se a solicitação é verdadeira. Advogados e órgãos judiciais também não exigem transferências antecipadas para liberar benefícios ou valores de processos.