Uma mulher procurou a polícia para relatar que foi à UPA da Zona Leste em razão de sua filha, menor de idade, apresentar dor de garganta. Ao chegar à UPA, ela retirou a ficha para atendimento, sendo informada que apenas um membro da família poderia retirar a ficha. A mulher aproveitou para informar que também possuía exame preventivo agendado.
A mulher e a filha ficaram aguardando por muito tempo para serem chamadas para atendimento, e a justificativa era de que o sistema estava lento. Diante da demora, a mulher se ausentou temporariamente para se alimentar e alimentar seus filhos.
Ao retornar à UPA, ela foi informada que já havia sido chamada, não estando presente no momento, e que, mesmo aguardando novamente, observou que pessoas que chegaram após ela foram atendidas antes. Foi informada que ela e sua filha não seriam atendidas em razão de sua ausência no momento da chamada. Foi então que a mulher relatou que foi tratada com deboche, indiferença e que também não foi chamada para realizar exame preventivo, apesar do horário marcado, sendo o procedimento reagendado para posterior, sob alegação de sistema lento.
Ainda segundo a mulher, uma médica e uma coordenadora do posto de saúde Ana Nery, que está funcionando na UPA da Zona Leste, negaram atendimento para a filha dela, que estava bem ruim de saúde. Ela disse que ela e a filha ficaram das 13 às 17 horas para receberem um não.
“Elas disseram que não iriam me atender, então falei que iria chamar a polícia, e a coordenadora falou simplesmente que a polícia não iria resolver nada, rindo da minha cara, que ela é acostumada a tratar a maioria dos pacientes com sorrisos sarcásticos; somos humilhados por nossos próprios direitos. É um direito nosso atendimento humano, elas se formaram para pisar em quem precisa do apoio delas. Fui hoje na secretaria de saúde, fiz um registro na ouvidoria”.
“Também registrei um boletim porque foi na UPA levar minha filha que estava ruim, passei esse constrangimento com pessoas que eram para salvar, cadê a ética profissional? Muitos pacientes saem de lá sem atendimento, eu sou apenas uma entre muitas pessoas que têm coragem de ir atrás de seus direitos, muitos saem de cabeça baixa, humilhados. Já estou ligando para o COREN e CRM para denunciar, eu saí de lá incapaz de agir, mesmo assim estou indo atrás dos meus direitos, e exijo respeito”, relatou a paciente.