Uma monitora de transporte escolar do Distrito de Caravágio procurou a Polícia Civil após afirmar que foi alvo de acusações falsas de maus-tratos contra crianças que utilizam o ônibus escolar. O caso foi registrado depois que ela tomou conhecimento de que duas mães de alunos estariam divulgando que ela teria agredido verbal e fisicamente os filhos delas durante o trajeto até a escola.
Segundo a monitora, as mães teriam relatado que as crianças não queriam mais frequentar a escola em razão de supostos maus-tratos praticados pela monitora. Ela negou veementemente as acusações e afirmou que nunca agrediu ou maltratou qualquer criança transportada no ônibus.
A monitora relatou que, no dia 11 de junho, desceu do ônibus escolar para conversar com uma das mães sobre o comportamento dos filhos durante o trajeto. Conforme a versão apresentada, uma das crianças estaria se movimentando de forma inadequada sobre os bancos do veículo, enquanto outra teria feito comentários impróprios dentro do ônibus.
Ainda de acordo com a monitora, a intenção foi apenas comunicar a responsável para que ela tomasse ciência da situação e orientasse os filhos. A mulher afirmou ainda que mantém bom relacionamento com diversas crianças que utilizam o transporte escolar e que não há testemunhas que tenham presenciado os supostos fatos narrados pelas mães.
A monitora informou ainda que as acusações lhe causaram prejuízos, incluindo a perda do emprego. Ela também relatou preocupação com a situação do marido, que trabalha na fazenda onde residem as mães dos alunos, já que as acusações teriam sido levadas ao conhecimento do proprietário da propriedade.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Judiciária Civil para as providências cabíveis.
ANTES
Uma mãe procurou a polícia para denunciar a conduta de uma monitora de transporte escolar do Distrito de Caravágio após seus dois filhos passarem a se recusar a frequentar a escola após episódios envolvendo a profissional responsável pelo acompanhamento das crianças dentro do ônibus.
De acordo com o relato da mãe, no dia 11 de junho, a monitora teria ido até a residência da família para informar que as crianças seriam mal-educadas e costumariam circular pelo interior do veículo durante o trajeto. Na mesma ocasião, a profissional relatou que uma das crianças teria apresentado uma crise de choro dentro do ônibus e afirmado que não gostaria de voltar para casa por supostamente sofrer maus-tratos do padrasto.
A mãe nega veementemente as acusações e afirma que a mesma versão também foi enviada pela monitora por meio de mensagens de áudio no WhatsApp. Segundo ela, os filhos passaram a rejeitar a ida à escola devido à forma como estariam sendo tratados durante o transporte escolar.
Ainda conforme a denúncia, a monitora costuma gritar com os alunos, utilizar palavras ofensivas e chamar as crianças de “cão”, além de adotar uma postura considerada inadequada no trato com os estudantes.
A mãe compareceu à delegacia acompanhada de outra mãe, que também possui filhos matriculados na mesma escola e usuários do mesmo transporte escolar. A testemunha confirmou os relatos e afirmou que seus filhos também se queixam frequentemente da maneira ríspida e agressiva com que a monitora se dirige às crianças.
Além das denúncias envolvendo o comportamento da profissional, as mães também relataram problemas relacionados ao transporte escolar na zona rural. Segundo elas, o ônibus não entra na sede da fazenda onde moram os alunos, obrigando as crianças a aguardarem o veículo às margens de um milharal ainda durante a madrugada.
As denunciantes afirmam que o ônibus entra em outra sede da propriedade para buscar professores, mas não realiza o mesmo procedimento para os estudantes. De acordo com os relatos, a situação expõe as crianças a diversos riscos, incluindo ataques de animais silvestres. As mães alegam que uma onça já foi vista rondando a região onde os alunos aguardam o transporte.
Outro ponto levantado é que a propriedade rural já teria sido alvo da invasão de criminosos em ocasião anterior, aumentando a preocupação com a segurança das crianças.
A testemunha informou ainda que tentou resolver a situação administrativamente, buscando apoio junto à Secretaria Municipal responsável e foi orientada a buscar uma solução por meio judicial para que o transporte passasse a realizar o embarque dos alunos dentro da sede da fazenda.
Diante dos fatos, as duas mães solicitaram a realização de escuta especializada das crianças para que seja apurada a veracidade dos relatos envolvendo tanto a conduta da monitora quanto as condições oferecidas pelo transporte escolar. O caso foi registrado e deverá ser analisado pelas autoridades competentes.