A aplicadora de piercings Brenda, irmã do tatuador Leandro Perboni, conhecido como Liu Perboni, usou as redes sociais para lamentar a morte do irmão, morto a tiros na tarde de sábado (27/06), em Sorriso.
Em uma publicação emocionada, Brenda falou sobre a dor da perda e a saudade deixada pelo irmão.
“Hoje meu coração sangra. A saudade parece impossível de suportar. Há perguntas que talvez nunca encontrem resposta nesta terra”, escreveu.
Brenda descreveu Leandro como um homem de coração gigante, destacou o amor que ele tinha pelos filhos e pela mãe e relembrou a reconciliação da família após um período de afastamento.
“Hoje o céu recebeu alguém que deixou marcas profundas na terra. O Liu foi gigante no que realmente importa: no amor. Tinha um coração que sempre encontrava espaço para ajudar quem precisava, fazia a alegria de tantas crianças todos os anos, amava os filhos com toda a força da sua alma e cuidava da nossa mãe com um carinho que jamais será esquecido”, publicou.
Em outro trecho, ela agradeceu pelos momentos vividos ao lado do irmão e afirmou que manterá viva a memória dele.
“Você continuará vivendo em cada lembrança, em cada história contada, no coração dos seus filhos, da nossa mãe e de todos que tiveram o privilégio de conhecer o tamanho do seu coração. Eu te amo para sempre, meu irmão”, escreveu Brenda.
O crime
Leandro Perboni, de 44 anos, foi morto a tiros na tarde de sábado (27), dentro de seu estúdio de tatuagem, no bairro Boa Esperança I, em Sorriso.
Segundo a Polícia Militar, três homens chegaram ao estabelecimento, renderam a vítima e, após realizarem uma chamada de vídeo, a levaram para a área externa do imóvel, onde efetuaram diversos disparos.
Uma segunda pessoa também foi baleada durante a ação. Ela foi socorrida por testemunhas e encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com ferimentos na região do abdômen.
Após o crime, os suspeitos fugiram em um Volkswagen Gol preto e, até o momento, não foram localizados. O caso segue sob investigação.
ANTES
A polícia investiga o possível envolvimento de um homem conhecido como Lia, que atua como tatuador, com o tráfico de drogas. A suspeita ainda está em apuração e surgiu após o serviço de inteligência interceptar uma mensagem “informativo” do dia 24/06 que teria sido enviada em um grupo ligado a uma facção criminosa.
Na mensagem, integrantes da facção mencionam que havia suspeita de que Lia seria “cabrito”, termo usado no meio criminoso para se referir a uma pessoa suspeita de repassar informações, drogas, ou agir contra os interesses da facção. O texto também cita que teria chegado ao conhecimento do grupo a informação de que Lia teria “lançado” droga para uma mulher que “faz o job”.
Ainda conforme o conteúdo da mensagem, membros da facção teriam feito uma averiguação anterior no celular dele, mas não encontraram nada que comprovasse a suspeita. Segundo o relato, no aparelho havia apenas conversas relacionadas a trabalho e família.
A mensagem também informa que Lia continuaria sendo observado “dentro da quebrada”, enquanto integrantes do chamado “quadro disciplinar” acompanhariam sua rotina.