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Terça-Feira, 14 de Maio de 2024 09:32

Sorriso: Médicos "esquecem" resíduos dentro de criança após cirurgia no HRS, menina contrai infecção e bactéria, e precisa de outras duas cirurgias para "resolver" problema

Na tarde dessa segunda-feira (13.05) a mãe de uma menina, de 7 anos, procurou a redação do CLIC HOJE para relatar a má experiência que teve com a filha na UPA e no Hospital Regional de Sorriso. Segundo a mulher, a sua filha passou por 3 procedimentos cirúrgicos por negligência médica.

A mãe relatou que há mais de 30 dias sua filha começou a reclamar de dores em um dia após chegar da escola, mas foi dormir, no dia seguinte como a criança ainda reclamava de dores ela decidiu leva-la a UPA. Já na unidade de saúde, os profissionais teriam pedido para que a mãe e a criança voltassem pela tarde, pois a demanda estava muito alta e só havia uma médica, então não poderiam atende-la. Segundo a mãe a criança vomitava e chorava de dor enquanto esperava.

Já na parte da tarde ela retornou a UPA com a filha e no local ela foi atendida, um dos médicos teria dito que poderia ser uma apendicite e apenas receitou remédio e deu alta, porém, a criança continuou reclamando de dor e teve febre então mais uma vez voltaram a unidade de saúde. Nessa situação a família passou 4 dias indo e vindo de atendimentos, no quarto dia, os profissionais encaminharam a criança para o Hospital Regional de Sorriso onde passou por exames que constataram que ela precisaria de uma cirurgia pois estava com a apendicite infeccionada.

Após o procedimento cirúrgico a menina os médicos teriam dito a mãe que a apendicite estava infeccionada mas não chegou a estourar, então estava tudo bem com a criança passou 9 dias internada sob observação e recebeu alta. No primeiro dia de alta a criança estava bem, porém pela noite ela começou novamente a chorar de dor, o que fez que a mãe levasse a mesma para a unidade de saúde novamente, onde foi dito pela médica que estava tudo bem, e que a dor era normal.

Mais tarde quando a criança foi tomar banho a mãe percebeu que os pontos da cirurgia estava sangrando e vazando secreção. Apavorava retornou a UPA com a criança vazando sangue e segundo ela foi impedida de entrar, pois o enfermeiro da triagem disse que ela teria que aguardar do lado de fora pois tinha gente na frente. Após muita espera a criança foi atendida, momento em que a mãe foi informada que deveriam voltar ao Regional para os atendimentos necessários e que ficaram na UPA até abrir uma vaga de regulação no hospital.

Acontece que mãe e criança foram enviados para Alta Floresta, pois era onde havia vaga. A família passou 24 dias no hospital onde a criança passou por mais duas cirurgias para corrigir a primeira realizada em Sorriso. Em Alta Floresta os médicos contaram para a mãe que o que causou todo o transtorno em relação a sua filha foi que foram esquecidos “resíduos” do procedimento realizado em Sorriso, e que isso teria causado uma infecção e feito a criança contrair uma bactéria resistente.

Hoje a criança está bem, e recebeu alta para poder retornar para casa em Sorriso.

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