Uma mãe procurou a polícia após suspeitar que o filho, uma criança de 5 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tenha recebido medicamento sem autorização dentro de uma escola municipal. A criança possui TEA nível 2 de suporte, não é verbal e precisa de acompanhamento especial.
A mãe relatou que, aproximadamente 30 dias antes do registro da ocorrência, o filho passou a se recusar a frequentar a escola. Segundo ela, a criança chorava ao chegar à unidade e não queria entrar.
Diante da mudança de comportamento, a responsável procurou a professora para conversar sobre a necessidade de um auxiliar que acompanhasse o aluno individualmente. Ainda de acordo com o relato, durante uma conversa com profissionais da escola teria sido levantada a possibilidade de aumentar a dosagem da medicação utilizada pela criança.
A mãe respondeu que qualquer mudança no tratamento deveria ser avaliada pelo médico neurologista responsável. Posteriormente, o profissional teria elaborado um parecer sobre a situação, que foi encaminhado à escola. A responsável afirmou, porém, que não recebeu retorno da instituição.
A suspeita aumentou quando a mãe foi buscar o filho na escola e percebeu que ele apresentava comportamento diferente e aparentava estar “meio grogue” e cerca de cinco minutos depois de entrar no veículo, a criança deitou no banco traseiro e adormeceu.
Ela teria permanecido dormindo por aproximadamente uma hora e meia, acordando somente quando o pai a retirou do carro para levá-la para dentro da residência. Mesmo após despertar, o menino ainda demonstrava sonolência.
A mãe informou à polícia que não encaminha medicamentos na mochila do filho e que a medicação é administrada exclusivamente em casa, no período noturno. Ela explicou que o remédio já havia sido ministrado pela manhã, mas provocava sonolência durante o restante do dia. Por orientação médica, o horário teria sido alterado.
Com base no comportamento apresentado pela criança, a responsável passou a suspeitar que o filho pudesse ter sido medicado enquanto estava na escola.
A mãe também afirmou que pediu autorização para acompanhar as aulas do filho a distância, com o objetivo de observar o comportamento dele dentro da unidade, mas não teria recebido permissão. Ela disse ainda que solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança da escola, porém o pedido também teria sido negado.
Por não ser verbal, a criança não teria condições de relatar o que aconteceu por meio de uma escuta especializada. O menino realiza acompanhamento terapêutico particular.
A mãe entregou à Polícia Civil gravações feitas após a saída da escola, além de laudos e relatórios médicos. A ocorrência foi registrada como suspeita de maus-tratos e deverá ser analisada pelas autoridades competentes.
O espaço permanece aberto para manifestação da unidade escolar e da Secretaria Municipal de Educação.