A mãe do adolescente envolvido no episódio que levou à suspensão temporária do transporte escolar da linha Bandeira, na região do Caravágio, em Sorriso, procurou o portal para apresentar uma nova versão sobre o caso. Ela contesta que o filho tenha levado uma faca para a escola com a intenção de ameaçar outros estudantes.
O caso foi inicialmente divulgado no dia 10 de setembro, após relatos de que um aluno teria levado uma faca e ameaçado colegas dentro do transporte escolar. Agora, a mãe afirma que seus três filhos, de 13, 8 e 5 anos, vinham sofrendo bullying e ameaças durante o trajeto.
Segundo informações repassadas ao portal, as supostas ameaças seriam praticadas por uma adolescente de 15 anos. A mãe afirma que comunicou a situação diversas vezes ao motorista responsável pelo transporte, mas que nenhuma providência efetiva teria sido adotada.
A mãe também apresentou uma versão diferente sobre a presença da faca no ônibus. De acordo com ela, durante uma confusão no interior do veículo, outro estudante teria entregado o objeto ao filho de 13 anos para que ele pudesse se defender.
Ainda conforme o relato, a adolescente apontada como responsável pelas ameaças teria afirmado que agrediria o menino com a ajuda de outros colegas. A mãe ressalta que não incentiva qualquer tipo de violência e que deseja a apuração completa das circunstâncias em que a faca apareceu.
O documento apresentado registra o relato de ameaças, bullying, agressões e versões divergentes envolvendo os estudantes e os responsáveis pelo transporte escolar. A mulher solicitou que os filhos sejam submetidos à escuta especializada e que sejam adotadas as providências legais necessárias para esclarecer o caso.
A mãe informou ainda que o filho de 13 anos possui laudos de TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e epilepsia.
Segundo ela, após os episódios ocorridos no transporte escolar, o adolescente ficou emocionalmente abalado e passou a apresentar crises. A família afirma estar preocupada com a saúde e a segurança do menino e pede que ele seja acompanhado e ouvido de maneira adequada, considerando suas condições clínicas.
“Meu filho é laudado com TOD, TDAH e epilepsia. Depois de tudo o que aconteceu, ele começou a ter crises”, relatou a mãe ao portal.
A mãe afirma possuir um áudio no qual o motorista teria dito que seus filhos eram comportados. No entanto, conforme o relato apresentado por ela, ao prestar esclarecimentos ao setor responsável pelo transporte escolar, o motorista teria apresentado uma versão diferente.
Ela também declarou que costuma entrar no ônibus apenas para deixar as crianças e que, em uma ocasião, questionou a monitora sobre as providências que seriam tomadas diante das reclamações de bullying.
O relato da mãe apresenta uma versão diferente daquela divulgada inicialmente. Por envolver menores de idade, as identidades das crianças e dos adolescentes serão preservadas.
O portal deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Educação, dos responsáveis pelo transporte escolar e das demais famílias envolvidas.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.