Em comparação com o levantamento anterior, que apontava 62 casos, houve aumento de 43,5%, equivalente a 27 novas confirmações. O número de mortes relacionadas à doença também subiu de dez para 15. Outros 21 casos permanecem sob investigação.
A meningite já foi identificada em moradores de 33 municípios mato-grossenses. Cuiabá concentra o maior número de registros, com 21 casos, seguida por Rondonópolis, com oito. Várzea Grande e Sinop têm seis casos cada. Sorriso e Cáceres contabilizam cinco confirmações cada, Tangará da Serra tem quatro e Tapurah registra três.
Apesar do crescimento, a SES-MT não informou mudança na classificação epidemiológica. No balanço anterior, o órgão havia esclarecido que não existia caracterização técnica de surto estadual nem evidência de transmissão comunitária sustentada.
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas, apresentando diferentes formas de transmissão e gravidade.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e confusão mental. Em casos mais graves podem ocorrer convulsões, manchas vermelhas pelo corpo e perda de consciência. Diante da suspeita, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, pois a meningite é considerada uma emergência médica.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra os tipos da doença contemplados pelo calendário de imunização. Também são recomendados cuidados como lavar as mãos frequentemente, manter os ambientes ventilados e evitar o compartilhamento de objetos pessoais.