Dois irmãos, de 30 e 31 anos, foram presos nesta segunda-feira (27/10) suspeitos de assaltarem uma joalheria e renderem os funcionários e clientes em Sorriso, de acordo com a PM.
A polícia procura por um terceiro envolvido, que fugiu com as armas do crime e com todo o dinheiro roubado. Não há detalhes sobre a quantia roubada. Uma motocicleta furtada usada no assalto foi apreendida, além do carro de um dos suspeitos também usado no crime.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a dupla invade o local e anuncia o assalto. Nas imagens é possível ver os criminosos procurando por joias e dinheiro, enquanto as vítimas permanecem agachadas no chão.
Segundo o proprietário do local, dois funcionários foram agredidos pelos criminosos e precisaram de atendimento médico.
O roubo resultou em um prejuízo estimado em R$ 1 milhão ao estabelecimento. O crime ocorreu no bairro Village e envolveu o uso de uma motocicleta e de um veículo Corolla na fuga.
Segundo o tenente Jorge Almeida, a PM foi acionada logo após o crime e mobilizou diversas equipes, incluindo policiais de folga. As informações iniciais apontam que dois criminosos armados invadiram a loja, enquanto um terceiro aguardava no carro de apoio. Após o roubo, a dupla abandonou a motocicleta no bairro Benjamin Raiser e embarcou no Corolla para continuar a fuga.
Com o auxílio do sistema de monitoramento Vigia Mais MT, os militares conseguiram rastrear a rota dos suspeitos até uma residência no bairro Village, onde a Força Tática e o serviço de inteligência do 12º BPM realizaram o cerco e efetuaram a prisão de dois homens.
Os objetos roubados, entre joias, relógios e itens de alto valor não foram localizados na casa, o que leva a crer que os suspeitos possam ter repassado o material a comparsas. As buscas continuam para recuperar os bens e identificar todos os envolvidos.

Durante o assalto, as vítimas foram mantidas em cárcere privado e agredidas pelos criminosos.
“Poderia ter acontecido uma tragédia, mas, com a graça de Deus, a vítima está bem. Agora nosso foco é identificar todos os autores e recuperar o material”, declarou o tenente Almeida.
De acordo com a PM, os detidos têm diversas passagens criminais e usavam tornozeleiras eletrônicas, um deles estava com o equipamento rompido. Ambos trabalhavam recentemente em obras da cidade, o que, segundo a polícia, era uma forma de disfarçar a atividade criminosa.

O caso segue sob investigação. A Polícia Militar deve encaminhar o boletim de ocorrência à Polícia Civil, que dará continuidade às apurações e à responsabilização dos envolvidos.