O juiz da 2ª Vara Criminal de Sorriso, em Mato Grosso, Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, aceitou, na quarta-feira (11), a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réu o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma mulher que estava presa na delegacia do município. Com isso, ele passa a responder pelos crimes de estupro, com a agravante de abuso de autoridade.
Ao aceitar a denúncia, o magistrado considerou haver indícios suficientes de materialidade e autoria do crime.
Manoel está preso desde o último dia 1º deste mês e tentou deixar a cadeia por meio de habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob a alegação de que a decisão que determinou sua prisão foi baseada em gravidade abstrata e de que possui doenças graves, como diabetes, hipertensão e histórico de tuberculose.
O pedido, contudo, foi negado pela Segunda Câmara Criminal, que sustentou que a liberdade do investigador coloca em risco a instrução criminal. Em relação às doenças, o TJ solicitou informações sobre a possibilidade de tratamento médico na unidade prisional onde ele está detido, em Chapada dos Guimarães.
O caso tramita em sigilo.
Uma mulher, de 24 anos, revela que foi vítima de violência sexual dentro de uma delegacia. Esse fato grave parece ser apenas o início de uma questão perturbadora que se apresenta ainda mais séria. No interior do Brasil, o encontro com uma jovem que tem relatos perturbadores dos dias em que ficou presa: “O abuso sexual, carnal. Foi o mais difícil para mim, mais dolorido”, relata a vítima. Atos sexuais forçados. Distorções graves do procedimento policial.
A denúncia atinge em cheio a segurança pública de um território conhecido por sua prosperidade. O principal suspeito é um experiente investigador da Polícia Civil. Manoel Batista da Silva, de 52 anos. 25 deles dedicados aos serviços públicos. A denunciante é uma jovem de 24 anos, com a identidade preservada. Ela foi presa preventivamente em 08 de dezembro de 2025: “Eles alegam que eu fiz um homicídio”, declara. Além disso, já tinha antecedentes criminais e ser condenada por tráfico.
Dois dias depois dessa entrevista, a vítima da denúncia policial teve mandado de prisão expedido por crimes de tortura e organização criminosa. Passou a ser considerada como foragida. No boletim de ocorrência um registro que chama atenção: ela foi identificada como integrante da organização criminosa Comando Vermelho. A mulher nega.
Coube a uma jovem delegada a missão de investigar os acontecimentos. Layssa Leal, 40 anos, apenas dois anos na região, e o desafio de uma carreira. Apurar o abuso contra um policial que trabalhava no mesmo local onde ela atua. As primeiras horas na delegacia seguem o rito processual.
As imagens exclusivas as quais o Domingo Espetacular teve acesso mostram os corredores na Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa. A jovem está acompanhada de seu advogado enquanto é ouvida. A decisão inicial da Justiça é que ela continue presa. No meio da tarde, a denunciante é retirada da cela.
O material genético coletado no corpo da vítima é determinante para revelar a identidade de Manoel. Os resultados indicam que as amostras de DNA coincidem. O caso é investigado pelo Mistério Público de Mato Grosso, mas acabou sendo encaminhado para a mesma delegacia de onde são os relatos de abuso sexual.
O investigador Manoel Batista teve a prisão preventiva decretada. A prisão de Manoel descortina uma série de possíveis irregularidades que estariam acontecendo na divisão de homicídios. Um celular funcional furtado por uma presa sugere a existência de um grupo secreto de policiais em uma rede social. Nossa investigação tem acesso a áudios e conversas trocadas entre eles. Um deles escreve: “Já vi polícia se apaixonar por bandida várias vezes. Amor de grade”. Seguido de uma resposta: “Modelo da DHPP”.