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Quarta-Feira, 29 de Julho de 2026 15:20

Sorriso: Homem que levou estudante Direito para margem de rio e atirou em sua cabeça é condenado a 14 anos de cadeia

A Justiça condenou Francisco Albuquerque Pereira a 14 anos e dois meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela tentativa de latrocínio contra um estudante de Direito em Sorriso. O crime ocorreu em fevereiro de 2020, no bairro Pinheiro 3.

A sentença foi proferida pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, da Comarca de Sorriso. Por se tratar de uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso. O magistrado também negou o pedido da defesa para substituição da prisão por domiciliar e determinou a manutenção do condenado no sistema prisional.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, o crime aconteceu por volta das 20h30. O condenado e outros dois homens, que não foram identificados, teriam rendido o estudante dentro de uma residência, utilizando violência e arma de fogo.

Após as agressões, o grupo roubou um veículo GM Classic Life e levou a vítima até as margens de um rio. No local, o estudante foi atingido por dois disparos na cabeça. Segundo a acusação, a intenção dos criminosos seria matá-lo para garantir a impunidade do roubo.

Apesar da gravidade dos ferimentos, o estudante foi socorrido e sobreviveu. Em depoimento à Justiça, ele relatou que ficou com sequelas permanentes em decorrência do politraumatismo craniano, incluindo perda do olfato, comprometimento da visão do olho direito, fortes dores de cabeça, depressão e perda significativa da memória.

Negociação de veículo teria antecedido o crime

Durante o processo, o pai da vítima contou que o condenado havia negociado anteriormente a compra de um automóvel com o estudante. Francisco teria pago apenas parte do valor combinado e, posteriormente, deixado de cumprir o acordo.

Ainda conforme o depoimento, o acusado passou a exigir outros bens como forma de compensação. O estudante teria entregado duas motocicletas para recuperar o automóvel, mas continuou sendo pressionado.

As investigações indicaram que, no dia do crime, dois ou três homens foram até a residência da vítima utilizando o veículo envolvido na negociação. Imagens de câmeras de segurança registraram a passagem do automóvel usado pelo condenado pela região no horário em que o ataque aconteceu.

Após o crime, Francisco fugiu para o Maranhão, onde possui familiares. O veículo roubado foi localizado posteriormente pela Polícia Rodoviária Federal em posse do condenado.

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