Um casal resgatou um filhote de tamanduá que caminhava sozinho às margens de uma estrada, na noite de domingo (1º), em Sorriso. O animal corria risco de atropelamento e foi levado ao quartel do Corpo de Bombeiros para receber atendimento, mas, após cuidados iniciais, morreu na clínica.
Segundo os bombeiros, o casal voltava para casa quando viu o filhote andando perto da pista sozinho. Ao perceber o perigo, decidiu parar e fazer o resgate. O filhote foi encaminhado ao 5º Batalhão dos Bombeiros.
“Estava no quartel quando chegou o casal com o bichinho. Eles precisaram reduzir e desviar dele pra evitar o atropelamento. A gente entrou em contato com a doutora veterinária credenciada da SEMA que tem aqui na cidade, parceira nossa lá do quartel”, contou o soldado que fez o primeiro atendimento após o resgate.
Em seguida, os militares acionaram uma veterinária credenciada da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para avaliar o estado de saúde do animal e dar o atendimento necessário. O tamanduá foi então encaminhado à médica veterinária Lilian Medeiros, que presta apoio nos atendimentos envolvendo animais silvestres no município.
Ao g1, a veterinária afirmou que o filhote chegou em condições críticas na clínica e que, apesar de todos os esforços para mantê-lo vivo, ele morreu antes que fosse possível realizar um diagnóstico.
“O animal deu entrada para atendimento em estado de saúde extremamente comprometido, com sinais vitais reduzidos. […] Infelizmente, apesar de todas as manobras de suporte realizadas, o animal não resistiu. Pela natureza emergencial do atendimento e pela rapidez da evolução do quadro clínico, não foi possível estabelecer um diagnóstico definitivo antes do óbito”, relatou a veterinária responsável.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre?
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) reforça que, ao encontrar um animal silvestre que necessite de resgate, a população deve acionar a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros.
A orientação é não tentar capturar o animal, para evitar riscos tanto à segurança das pessoas quanto à integridade do animal.
O tamanduaí (Cyclopes didactylus), a menor espécie de tamanduá do mundo e mede cerca de 30 centímetros e pesa até 400 gramas. Ele é solitário, de hábitos noturnos e passa a maior parte do tempo no alto das árvores. Na classificação da International Union Conservation of Nature (IUCN), o animal aparece com o status “dados deficientes”, por ainda se conhecer pouco sobre a espécie. As pesquisas iniciadas em 2008 têm melhorado a compreensão sobre a ocorrência do tamanduaí nas Américas Central e do Sul. Existem sete espécies do animal.
G1MT