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Segunda-Feira, 20 de Julho de 2026 14:19

Sorriso: Empresário denuncia prejuízo de mais de R$ 12 mil após comprar carga de milho e farelo pelo WhatsApp

Um homem procurou a polícia para denunciar que fez diversos pagamentos por uma carga de milho, farelo de soja e farelo de trigo que não teria sido entregue. A negociação foi realizada pelo WhatsApp com pessoas que se apresentaram como representantes de uma empresa sediada em Sorriso.

Segundo o empresário, inicialmente foi firmado um contrato para a compra de 60 sacas de milho, 30 sacas de farelo de soja e 20 sacas de farelo de trigo. Ele realizou um pagamento de entrada no valor de R$ 1.415, via Pix. O restante, de R$ 4.245, poderia ser pago após a entrega ou parcelado em boletos com vencimentos em 30, 60 e 90 dias.

Após o pagamento da entrada, uma pessoa que se apresentou como integrante do departamento financeiro teria entrado em contato informando que o CPF do comprador não havia sido aprovado para o parcelamento. Com isso, a vítima foi orientada a pagar todo o valor à vista.

Ainda conforme o relato, também foi cobrada a quantia de R$ 3,5 mil referente a um suposto imposto. O dinheiro, segundo os negociadores, seria devolvido assim que a carga deixasse a empresa.

A entrega estava prevista para o dia 22 de junho de 2026, mas não ocorreu. Dois dias depois, um homem que se apresentou como motorista entrou em contato com o comprador e informou que outro fazendeiro havia desistido de uma carga. Ele ofereceu mais 100 sacas de milho e 50 sacas de farelo de soja.

A vítima aceitou a nova proposta e realizou outro pagamento superior a R$ 3,5 mil. O motorista afirmou que estava em Aragarças (GO) e que chegaria a Arenópolis por volta das 21h. Entretanto, a carga novamente não foi entregue.

Após dois dias sem contato, o comprador procurou o suposto departamento financeiro e foi informado de que o caminhão havia apresentado problemas mecânicos. A partir desse momento, os envolvidos passaram a apresentar diferentes justificativas para o atraso.

O empresário afirmou que tentou contato diversas vezes com as vendedoras, o setor financeiro e o motorista, mas deixou de receber respostas. No dia 1º de julho, ele utilizou outro número de telefone e conseguiu ser atendido. Na ocasião, foi informado de que o caminhão estava sendo rastreado e que o problema havia sido encaminhado ao presidente da empresa.

Depois disso, segundo a vítima, ninguém voltou a atender às ligações, apesar de os números permanecerem ativos no aplicativo de mensagens.

Ao todo, o comprador afirma ter negociado 160 sacas de milho, 80 sacas de farelo de soja e 20 sacas de farelo de trigo. Contratos, conversas e comprovantes das transferências serão encaminhados à Polícia Civil para auxiliar nas investigações.

O caso foi registrado como suspeita de estelionato eletrônico e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

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