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Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2026 14:44

Sorriso: Defesa de "Sampa" diz que ele é inocente, mas juiz manteve a prisão preventiva

A defesa do servidor público municipal preso sob suspeita de participação em um crime ocorrido em Sorriso afirmou que o investigado é inocente e teria agido sob grave ameaça feita pelos verdadeiros suspeitos da ação criminosa.

Em entrevista, o advogado responsável pelo caso declarou que seu cliente, identificado como Rodrigo, foi coagido a conduzir os envolvidos até o local onde o delito teria sido cometido.

Segundo o defensor, o servidor teria sido obrigado a dirigir o veículo no dia dos fatos após sofrer intimidações.

 

“A versão do Rodrigo é justamente essa: ele sofreu grave ameaça e foi obrigado a conduzir essas pessoas. Ele não teve liberdade para agir de outra forma naquele momento”, explicou.

Ainda conforme a defesa, após o ocorrido o investigado permaneceu em silêncio por medo de represálias, principalmente por receio de que algo pudesse acontecer com sua família.

“O Rodrigo é pai, tem filhos e ficou extremamente assustado com as ameaças recebidas. Ele é uma pessoa conhecida na cidade, trabalhador, possui emprego fixo na Prefeitura de Sorriso e nunca apresentou comportamento ligado a crimes dessa gravidade”, afirmou o advogado.

Defesa questiona prisão preventiva
O advogado também destacou que o servidor não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e colaborou com as investigações desde o início do inquérito policial.

De acordo com a defesa, não haveria elementos suficientes que justifiquem a manutenção da prisão preventiva. “Não vejo culpa alguma do Rodrigo nessa situação. A defesa está convicta da inocência dele”, declarou.

Questionado sobre provas e depoimentos presentes no inquérito, o defensor afirmou que não comentará detalhes por estratégia jurídica, ressaltando que as argumentações serão apresentadas no momento oportuno perante a Justiça.

A defesa ainda apontou que parte da acusação estaria baseada no depoimento de um menor de idade supostamente envolvido no caso, circunstância que, segundo o advogado, será contestada durante o processo.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes, e o servidor permanece à disposição da Justiça enquanto os desdobramentos legais continuam em andamento.

A Justiça manteve a prisão preventiva do servidor municipal Rodrigo Nascimento Castro, de 38 anos, durante audiência de custódia realizada nessa quarta-feira (25), na 1ª Vara Criminal de Sorriso, em Mato Grosso. Ele foi preso na tarde de terça-feira (24), em Sorriso, acusado de integrar uma facção e de participar do assassinato de Euler Ramon Bastos dos Santos, ocorrido em dezembro de 2025.

A decisão é do juiz Rafael Deprá Panichella, que homologou o cumprimento do mandado de prisão e considerou que permanecem válidos os fundamentos da preventiva, especialmente a gravidade concreta do crime, o risco à ordem pública (periculum libertatis) e os indícios de autoria e materialidade (fumus commissi delicti). A defesa havia pedido liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares, o que foi negado.

Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, Rodrigo teria atuado como motorista do grupo criminoso no dia do homicídio. Ele teria transportado o executor, Lucas da Silva de Jesus, e uma adolescente até o local onde a vítima trabalhava, além de planejar estrategicamente onde estacionar o veículo para evitar câmeras de segurança e facilitar a fuga após os disparos.

Anteriormente, ao decretar a prisão preventiva, o magistrado afirmou que medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica ou o recolhimento domiciliar, seriam “insuficientes e inadequadas” diante da frieza e do grau de organização da ação criminosa. Rodrigo responde pelos crimes de homicídio qualificado, organização criminosa armada e corrupção de menores.

No Portal da Transparência, consta que o investigado ocupa cargo comissionado na Prefeitura de Sorriso, onde está lotado na Secretaria Municipal de Saúde, com salário bruto de R$ 20.009,09 no mês de janeiro deste ano. Além da participação no homicídio, ele também é acusado de tentar obstruir a Justiça, ao indicar uma mulher inocente como envolvida no crime para proteger a adolescente.

Em nota, a Prefeitura informou que determinou o afastamento preventivo imediato do servidor e a abertura de procedimento administrativo disciplinar. O comparsa Lucas da Silva de Jesus já está preso, e ambos permanecem à disposição do Judiciário.
 

 

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