A cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza foi transferida para o presídio feminino de Colíder, após a defesa reclamar das condições em que ela permanecia detida em uma delegacia. Tafnes foi presa sob suspeita de produzir conteúdos de abuso sexual infantil e de supostamente encaminhar os arquivos ao empresário de Sorriso, Fábio Serafim de Oliveira. As circunstâncias do caso continuam sendo investigadas pelas autoridades.
Na sexta-feira, 31 de julho de 2026, a defesa da jovem protocolou um pedido de habeas corpus, solicitando que a prisão preventiva seja substituída por prisão domiciliar.
O pedido ainda não foi analisado pela Justiça. Até que haja uma nova decisão judicial, Tafnes deverá permanecer custodiada na unidade prisional feminina de Colíder.
A investigada é considerada inocente até eventual condenação definitiva pela Justiça.
A defesa da cuidadora de crianças Tafnes Cavalheiro de Souza, presa suspeita de produzir conteúdos de pornografia infantil e supostamente encaminha-los ao empresário de Sorriso (MT), Fábio Serafim de Oliveira, pediu nessa sexta-feira (31/07) pedido de prisão domiciliar para a jovem. O habeas corpus ainda não foi julgado pela Justiça.
O advogado de Tafnes, Walter Rapuano afirma que protocolou o pedido de conversão da prisão preventiva em domiciliar devido a situação classificada por ele como “degradante”, já que a cliente encontra-se detida há mais de 30 dias em delegacia de polícia e não em um presídio. Ela foi presa no dia 29 de junho.
O advogado afirmou à reportagem que a cliente, hoje com 19 anos, alega que foi aliciada por Fábio Serafim quando era menor de idade aos 16 anos e trabalhava como babá na casa do empresário e da esposa dele.
Segundo ela, a casa ficava em um local afastado da cidade. Em certa ocasião, o casal supostamente teria embriagado a jovem e a convencido em manter relações sexuais.
Posteriormente, quando ela havia completado 18 anos e já não estava mais trabalhando na casa, o empresário teria procurado novamente a jovem com intuito de manter um caso extraconjugal e começou a ajudá-la financeiramente.
Segundo a jovem, o homem soube que Tafnes morava em uma residência em que havia circulação de crianças e começou a pedir fotos das crianças sem roupa sob o argumento de que não enviaria mais dinheiro a jovem, como forma de chantagem.
O Primeira Página buscou contato da defesa do empresário e da mulher citados na reportagem. Até o momento os advogados não foram localizados. Espaço segue aberto para manifestações e esclarecimentos sobre o caso.
Em novembro de 2025, após requisição da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), a Justiça determinou a interdição do Centro de Ressocialização de Sorriso, devido à superlotação da unidade, que contava com 380 presos, 214 a mais do que a capacidade máxima (166 vagas).
A reportagem buscou contato de Secretária de Estado de Justiça (Sejus-MT) para questionar a respeito das vagas em penitenciárias femininas no estado e na cidade, diante da alegação da defesa de Tafnes sobre a prisão em delegacia de polícia.