O Brasil registrou um crescimento expressivo no número de seguidores de religiões afro-brasileiras. Dados do Censo Demográfico 2022 mostram que os adeptos de Umbanda e Candomblé mais que triplicaram em uma década, alcançando 1,05% da população — cerca de 1,8 milhão de pessoas.
O avanço indica uma mudança no perfil religioso do país, com maior visibilidade e identificação com tradições de matriz africana. A categoria utilizada pelo IBGE também engloba outras religiões afro-brasileiras, ampliando o alcance desse crescimento.
Entre os estados, o Rio Grande do Sul lidera proporcionalmente, com cerca de 3,2% da população declarando seguir essas religiões. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro (2,58%) e São Paulo (1,47%), reforçando a forte presença dessas crenças principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
O levantamento considera pessoas com 10 anos ou mais de idade e revela não apenas o aumento no número de praticantes, mas também um cenário de maior reconhecimento e afirmação cultural dessas religiões no Brasil.