Um novo laudo elaborado por equipe de médicos que acompanham Lumar Costa da Silva, sobrinho que matou e arrancou o coração da tia em Sorriso apontam persistência de sintomas graves e risco à segurança do paciente ou de terceiros. O documento reforça a determinação do juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidelis, para que Lumar volte, imediatamente, a ser internado no Centro Integrado de Assistência Social Adauto Botelho, em Cuiabá, sendo feito o recambiamento prioritário do estado de São Paulo.
A primeira decisão, em 17 de novembro, já havia considerado nova prisão de Lumar por ameaça a ex-esposa e pelo fato do mesmo não estar tomando medicamentos. Em nova decisão, do dia 28 de novembro, o magistrado entendeu que “não se verificou, segundo a equipe técnica, qualquer indicativo de cessação de periculosidade”. “Ao contrário, concluiu-se que o seguimento no Caps, apesar da estrutura ofertada e do apoio familiar, não é suficiente para garantir a segurança do paciente ou de terceiros”, confirmou Fidelis, enfatizando que a equipe de saúde também destaca a inadequação das dosesde medicação utilizadas.
Lumar foi preso na madrugada do dia 3 julho de 2019. Na noite anterior matou a tia Maria Zélia da Silva, 55, em Sorriso, a facadas, arrancou o coração dela e o entregou para a prima, filha da vítima. Ele foi declarado inimputável e não foi levado a júri popular. Em outubro de 2023, foi transferido para o Hospital Psiquiátrico Estadual Adauto Botelho.
No dia 18 de junho deste ano, com base em relatórios multiprofissionais, que indicavam a desinternação, o juiz Geraldo Fidelis expediu o alvará e Lumar voltou com o pai para Campinas. No dia 14 de novembro, Lumar voltou a ser preso, por ameaçar a ex-esposa e o juiz Fidelis determinou a internação.