Mato Grosso registrou mais de 240 casos de estupro e 419 ocorrências de importunação sexual no ano de 2025, conforme dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O volume, um dos mais altos já registrados, reacende o alerta sobre a escalada dos crimes sexuais no Estado e coincide com uma série de episódios graves revelados ao longo do ano.
Entre os casos mais recentes, uma mulher de 36 anos foi vítima de estupro coletivo em Pontes e Lacerda, após ser levada para uma construção. Em Várzea Grande, outra mulher relatou ter sido estuprada durante um assalto; o suspeito foi capturado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia dos Imigrantes.
Em Cuiabá, operações da Polícia Civil e da Polícia Federal ampliaram o mapa da violência sexual em 2024. Um jovem de 23 anos foi preso na Operação Esperança, acusado de estupro de vulnerável e tortura contra a ex-namorada adolescente. Em outra frente, a PF prendeu um homem por armazenar material de abuso sexual infantil durante nova fase da Operação Arquivo Proibido.
No interior, casos de forte repercussão também marcaram o ano. Em Canarana, o vereador e médico Thiago Bitencourt teve o mandato cassado e segue preso, acusado de estupro de vulnerável e armazenamento de imagens ilícitas. Já em Comodoro, a Justiça recebeu denúncia contra um professor suspeito de abusar de três alunas.
A Justiça mato-grossense também proferiu decisões relevantes relacionadas a crimes sexuais. Em Várzea Grande, o ex-tesoureiro do PT-MT, Valdebran Padilha, teve a prisão confirmada por estupro de vulnerável.
Os números reforçam que o combate à violência sexual segue como um dos maiores desafios de Mato Grosso. Além do elevado número de estupros, o Estado convive com índices preocupantes de agressões físicas, ameaças e violência psicológica contra mulheres. Sorriso e Tangará da Serra continuam entre os municípios com maiores taxas proporcionais de estupro do país.
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