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Segunda-Feira, 17 de Maio de 2021 08:53

Mãe de Isabele nega processar Bolsonaro pelo assassinato da filha

No dia 25 de abril, o advogado da família, Hélio Nishiyama concedeu entrevista à jornalista Sônia Bridi, da Globo, na qual não descartou a possibilidade.

A empresária Patrícia Hellen Guimarães Ramos negou que irá processar o Governo Federal e o presidente Jair Bolsonaro, pelo assassinato de sua filha, Isabele Guimarães Ramos (14 anos) morta com um tiro na cabeça, disparado pela amiga da mesma idade, em Cuiabá. O esclarecimento foi feito por meio de nota, na última sexta-feira (14), publicada nas redes sociais, contrariando o indicativo da defesa.

 

"Como já me manifestei anteriormente, sou terminantemente contra a permissão para que crianças e adolescentes tenham acesso autorizado a armas de fogo. Porém gostaria de esclarecer que não há pretensão da minha parte de processar o Presidente da República e o Governo Federal pela responsabilidade do assassinato da minha filha, uma vez que, resta claro a todos quem puxou o gatilho e quem possibilitou que o crime ocorresse", diz trecho de postagem.

Isabele foi morta com um tiro na cabeça na noite do dia 12 de julho de 2020, dentro da residência da acusada, na época também de 14 anos, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

No dia 25 de abril, o advogado da família, Hélio Nishiyama concedeu entrevista à jornalista Sônia Bridi, da Globo, na qual não descartou a possibilidade de acionar a Justiça contra o Governo Federal

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“A República Federativa do Brasil se mostrou omissa na proteção da juventude brasileira. O contexto, o pano de fundo jurídico da morte da Isabele foi a prática esportiva de disparo de arma de fogo contra menores. Quando se fala que não havia nada de errado com os atos daquela família, essa premissa adota como referência legal um ato presidencial que permitiu que esses adolescentes tivessem prematuramente acesso à arma de fogo”, disse.

A menor responsável pelo crime foi condenada por ato infracional análogo a homicídio doloso e está internada no Complexo do Pomeri, na Capital.

 

Fonte: reporter mt

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