O caso começou em 23 de abril de 2022, numa tentativa de furto qualificado contra a agência do Banco do Brasil em Sorriso . Um dos suspeitos presos em flagrante se apresentou à polícia como ‘Ramão’. Desde então, toda a persecução penal, prisão preventiva, audiência de custódia e denúncia, passou a tramitar em nome de Ramão.
O verdadeiro Ramão foi preso por mandado judicial e permaneceu na cadeia. Em interrogatório, ele negou o crime e disse que o irmão, Cleiton, fisicamente parecido com ele, usou seus documentos na hora da abordagem.
Diante da dúvida, o juiz determinou um exame papiloscópico. O laudo deu positivo e as digitais colhidas no dia do flagrante são de Cleiton e não de Ramão.
Com o resultado, o Ministério Público, por meio do Gaeco de Sinop, pediu a soltura imediata de Ramão, o desmembramento do processo e a prisão de Cleiton.
Na decisão, o magistrado revogou a prisão preventiva do preso, determinou a exclusão definitiva dele do polo passiv da ação, o cancelamento de todos os registros criminais ligados ao caso e a expedição de alvará de soltura urgente.
O juiz ainda decretou a prisão preventiva de Cleiton que está em lugar incerto e não sabido, o que prejudica a instrução e indica risco de fuga para não cumprir eventual condenação.