Uma história que tem gerado indignação e comoção em Mato Grosso. Um jovem morador do município de Nortelândia, que carrega no próprio corpo as marcas de um grave acidente ocorrido ainda na infância, enfrenta agora mais um capítulo de sofrimento na luta para manter o auxílio que garante sua sobrevivência.
O rapaz teve cerca de 40% do corpo queimado quando ainda era bebê, um episódio que deixou sequelas permanentes. Ele perdeu um dos braços e um dos pés, além de conviver diariamente com limitações físicas causadas pelas queimaduras. Mesmo diante das dificuldades, o jovem tenta seguir a vida e depende de um benefício assistencial para conseguir se manter.
Recentemente, ele precisou viajar até Cuiabá, onde estava agendada uma perícia médica no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), procedimento necessário para garantir a continuidade do auxílio. O problema é que o jovem não possui veículo próprio e depende de transporte para se deslocar até a capital.
Segundo relatos apurados no local pelo Terra MT Digital, após enfrentar a longa viagem entre Nortelândia e Cuiabá, o jovem acabou chegando apenas 10 minutos atrasado ao local da perícia. Mesmo assim, a avaliação médica não foi realizada, o que deixou o rapaz em situação de desespero.
Sem conseguir fazer a perícia e com dificuldades para remarcar um novo atendimento, ele agora teme perder o benefício que é essencial para sua sobrevivência. A situação expõe uma realidade dura enfrentada por muitas pessoas com deficiência no interior do estado, que precisam percorrer centenas de quilômetros em busca de atendimento.
O caso repercute nas redes sociais e tem mobilizado moradores da região, que pedem sensibilidade e atenção das autoridades diante da situação do jovem. Enquanto aguarda uma solução, ele segue enfrentando a incerteza e a esperança de que seu caso seja reavaliado.
A família e amigos fazem um apelo para que a história seja compartilhada. A expectativa é que a repercussão ajude a chamar a atenção das autoridades e permita que o jovem consiga realizar a perícia e garantir o direito ao auxílio que necessita para continuar vivendo com dignidade.