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Segunda-Feira, 29 de Março de 2021 09:01

Familiares de servidor assassinado pedem justiça nas redes sociais após juíza conceder liberdade aos suspeitos

Os familiares do servidor aposentado da Secretaria de Fazenda (Sefaz) Nicomedes Francisco Pinto Lopes, de 69 anos, popularmente conhecido como Tito, que foi encontrado morto na última quinta-feira (25) na Rodovia Helder Cândia, conhecida como Estrada da Guia (MT-010), realizam campanha nas redes sociais pedindo justiça. Com a hashtag “Justiça por Tito”, diversos usuários de redes sociais fizeram publicações comentando o caso. Na última sexta-feira (26), a juíza plantonista Cristiane Padim da Silva concedeu liberdade provisória aos quatro suspeitos de autoria da morte do servidor.

 


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Na audiência de custódia realizada de forma remota, o Ministério Público Estadual (MPE) defendeu a homologação do auto de prisão em flagrante, pois os objetos do crime foram encontrados em posse dos supostos autores. No entanto, pediu a concessão de liberdade provisória aos quatro.

Cristiane Padim não viu indícios suficientes para caracterizar crime de associação criminosa. Em relação à necessidade da manutenção da prisão, a magistrada explica que a análise em questão trata apenas do crime de receptação de bens do aposentado assassinado.

Em uma publicação feita nas redes sociais o filho do servidor, Marlon Alencar, fez um "fio" explicando o crime cometido contra seu pai. “Na noite de domingo meu pai, um senhor de 69 anos e deficiente físico, estava descansando sozinho na sua casa na cidade de Chapada dos Guimarães e foi surpreendido por bandidos que arrancaram a porta da casa para extorqui-lo e roubar seus pertences. Fizeram um PIX de R$ 4.900 para a conta de uma mulher, pegaram cartões, as televisões e o carro”, disse em trecho da postagem.

Marlon também relatou a angústia que enfrentou durante os dias que o pai ficou desaparecido, e revelou que os criminosos liam as mensagens mas não respondiam. Por ter o corpo encontrado após alguns dias depois de morto, a família não pôde ver Nicomedes por uma última vez, porque o caixão ficou fechado.

“Não satisfeitos levaram também a vida do meu pai e o jogaram amarrado no mato. No dia seguinte fizeram um limpa nas contas do meu pai, abriam as mensagens que eu mandava preocupado. Hoje eu e meu irmão enterramos meu pai de caixão fechado, pois demoramos para encontrá-lo e o estado de decomposição já era avançado. Eles não deixaram eu me despedir do meu pai uma última vez e agora estão livres”, desabafou.

 
Fonte: olhar direto

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