Uma imagem de uma suposta carteira de trabalho assinada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) começou a circular e chamou a atenção nas redes sociais. No documento, o vínculo empregatício aparece desde 2019, com a função de “vendedor externo” e remuneração de R$ 500 por semana.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade do documento ou sobre as circunstâncias em que ele foi emitido.
Apesar disso, investigações policiais já identificaram, em diferentes estados brasileiros, esquemas semelhantes utilizados por facções criminosas para dar aparência de legalidade a integrantes do tráfico de drogas.
Conhecida popularmente como “carteira de trabalho do tráfico”, a prática consiste em registrar formalmente criminosos como funcionários de empresas ou comércios, muitas vezes por meio de empresas de fachada ou mediante a coação de comerciantes.
O objetivo é criar uma falsa ocupação profissional, dificultando a identificação da atuação criminosa e tentando conferir aparência de legalidade aos integrantes das organizações.
Registro de criminosos como trabalhadores formais, mesmo sem exercerem a atividade;
Utilização de empresas de fachada para ocultar a origem de recursos ilícitos;
Extorsão de comerciantes, obrigados a assinar carteiras de trabalho de integrantes da facção;
Lavagem de dinheiro por meio da movimentação financeira dessas empresas.
Quando comprovada, a prática pode configurar diversos crimes, entre eles organização criminosa, extorsão, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.