Uma criança de aproximadamente 7 anos procurou um segurança e pediu socorro após presenciar uma discussão seguida de agressões entre a mãe e o padrasto durante a Festa do Milho realizada no Centro de Tradições Gaúchas (CTG), em Boa Esperança do Norte (MT).
Os policiais realizavam policiamento ostensivo no evento quando foi abordada por um dos seguranças na noite deste sábado (08/08) onde os policiais foram informados que a menina havia procurado ajuda dizendo que o padrasto estaria agredindo sua mãe.
Os policiais foram imediatamente até o estacionamento e encontraram a mulher dentro do veículo utilizado pelo casal. Ela contou que teria sido agredida pelo marido após uma discussão motivada por ciúmes.
Conforme o relato da vítima, o homem teria desferido tapas em seu rosto. Ela afirmou que tentou se defender e também o agrediu, momento em que os dois entraram em luta corporal e caíram no chão. A mulher declarou ainda que, durante a briga, o companheiro teria tentado enforcá-la.
A vítima apresentava manchas avermelhadas no rosto, hematoma na mão e escoriação no braço esquerdo. Apesar das lesões, informou aos policiais que não precisava de atendimento médico.
Após conversar com a mulher, a guarnição foi até as proximidades do palco e encontrou o suspeito. Ele apresentou outra versão dos fatos.
Segundo o homem, os dois participavam do evento quando a companheira decidiu ir embora e saiu para procurar a filha. Posteriormente, ele foi até o estacionamento e, conforme sua versão, a mulher teria lhe dado um tapa no rosto, rasgado sua camiseta e quebrado seu aparelho celular porque ele não havia atendido uma ligação feita anteriormente.
O suspeito mostrou aos policiais a camiseta rasgada na parte da frente e afirmou que o dano ocorreu durante a discussão. Ele também declarou não necessitar de atendimento médico.
Ainda conforme o registro policial, os dois disseram não haver histórico anterior de agressões entre o casal. A PM informou também que não foram identificados registros policiais anteriores envolvendo os dois e que não havia medida protetiva vigente.
Diante da situação, ambas as partes foram conduzidas à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Sorriso, onde o caso ficou à disposição da autoridade policial para as providências cabíveis.