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Politica | GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA
Juiz nega suspender ação em período eleitoral e marca novo depoimento de cabo em MT
20 de Agosto, 2018
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TARLEY CARVALHO Gerson Correa deve fazer novas revelações sobre esquema no dia 27 de agosto

O juiz da 11ª Vara da Justiça Militar, Murilo de Moura Mesquita, agendou um novo depoimento do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Correa Júnior, para a próxima segunda-feira, dia 27, às 13h30. O militar responde pelo caso dos grampos telefônicos ilegais, denunciado pelo ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque.

O magistrado atendeu ao pedido protocolado pela defesa do cabo no último dia 3. A defesa argumentou que em seu último depoimento, prestado no dia 27 de julho, o militar já se encontrava em “estado de fadiga” e que um novo depoimento seria imprescindível para esclarecer melhor alguns fatos. 

Neste dia, a audiência iniciou às 13h e o cabo só começou a falar após às 23h, depondo à justiça por mais de 6h. “[...] ao contrário das demais diligências rejeitadas anteriormente que se afiguram irrelevantes para o desfecho do processo e que trariam desnecessária procrastinação da ação penal, tenho que este pleito deve ser acolhido”, diz trecho da decisão.

Com novo depoimento de Gerson Correa, aumentam a expectativa de novas revelações sobre o escândalo denominado “Grampolândia Pantaneira”. O militar é apontado como principal operador do esquema e está colaborando com as investigações.

No depoimento do dia 27 de julho, Gerson confessou fazer parte do esquema ilegal ao receber convite pelo coronel Zaqueu Barbosa, em 2014. O objetivo seria investigar policiais militares que praticavam crimes.

Além disso, ele também afirmou que pouco tempo depois foi orientado a procurar Paulo Taques, então coordenador de campanha de seu primo, Pedro Taques (PSDB). Segundo o militar, Paulo financiou o sistema de interceptações no Estado, no valor aproximado de R$ 50 mil.

Ele também explicou que, ao decorrer daquelas eleições, foi orientado a inserir números de telefone de adversários políticos de Pedro Taques. Entre eles, estavam os advogados José do Patrocínio e José Antônio Rosa, que faziam a coordenação jurídica das campanhas de Lúdio Cabral (PT) e Janete Riva, respectivamente. 

TRANCAMENTO NEGADO

Além de pedir a realização de um novo depoimento, a defesa do militar também solicitou o trancamento do processo ou o seu sigilo por questão eleitoral. A alegação é de que as declarações do cabo poderiam ter reflexos nas eleições deste ano, já que o governador Pedro Taques, a quem Gerson Correa apontou como responsável pelos grampos, é candidato a reeleição.

Contudo, considerando que o pedido não tem amparo legal, o magistrado negou a solicitação. “Acolher tal pleito seria o mesmo que admitir a possibilidade de se suspender todas as ações penais que porventura tenham reflexos em candidatos ao pleito eleitoral, o que é inconcebível”, explicou.

GRAMPOLÂNDIA

A “Grampolândia Pantaneira” ganhou as manchetes dos meios de comunicação após duas reportagens do programa Fantástico, da Rede Globo, veiculadas em maio de julho de 2017. Jornalistas, médicos, advogados, políticos e até uma amante do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, sofreram interceptações telefônicas clandestinas que teriam sido feitas por policiais militares.

De acordo com investigações a alta cúpula da gestão Pedro Taques, bem como oficiais de prestígio na PM – como coronéis e tenentes-coroneis -, estariam envolvidos na fraude.

 

Fonte:FOLHAMAX
Autor:Da Redação
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