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Candidato ao Senado defende taxação das grandes fortunas de MT
12 de Setembro, 2018
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O advogado ambientalista e candidato ao Senado Sebastião Carlos (Rede) defende como um dos tripés de seu projeto de atuação a reforma tributária e fiscal, enfatizando a taxação das grandes fortunas, a exemplo do que ocorre na maioria dos países desenvolvidos. Durante entrevista ao programa Tribuna, na Rádio Vila Real 98.3 FM, nesta terça-feira (11), ele afirmou que a carga tributária, no Brasil, “pesa sobre os ombros” da classe média e trabalhadora, que trabalha em média 5 meses para pagar impostos e ainda sobre com os impactos da concentração de renda na minoria mais abastada. “Está demonstrado que 1% da população brasileira tem o domínio sobre 83% dos recursos que circulam no país. Isso é injusto! E não é apenas injusto, é cruel! E é sobre isso que eu pretendo debater. Até agora todos que já vieram até aqui estão falando que lutarão por isso. No entanto, tiveram poder, estão com mandato, alguns deles dominam bancadas inteiras e, no entanto, não se faz a reforma tributária, não se faz a reforma fiscal. É injusto que um trabalhador que ganha 3, 4, 5 salários mínimos pague de imposto por um quilo de arroz ou de feijão o mesmo que os homens mais ricos de Mato Grosso pagam”, criticou.

O candidato destacou que os únicos que não sonegam no país são os trabalhadores porque os impostos já vêm descontados de seus salários automaticamente. Por outro lado, Sebastião Carlos lembra que os bancos recebem do governo valores bilionários em anistias fiscais. “Nós temos que mostrar que a necessidade da contribuição de todos é para se evitar o caos social. Realmente o país está há uma gota d’água. A miséria aprofundou, o nível de desemprego está altíssimo. Se nós não tivermos uma política equalitária, em que todos possam participar desse processo de crescimento, nós teremos aqui aquilo que eu chamo de uma enxurrada. Quer dizer, a enxurrada vai em todas as direções. Será um prejuízo para a sociedade brasileira”, afirmou.

Destacando que os impostos que o pobre e o rico pagam sobre o consumo são os mesmos, o que acaba pesando mais para quem ganha menos, Sebastião Carlos asseverou que a taxação sobre a renda total e sobre o patrimônio é “fundamental” o estabelecimento de justiça social no país. “A questão da tributação não é apenas econômica, a questão é, sobretudo, de justiça social porque na base da democracia, além do voto, está a questão tributária”.

O candidato da Rede Sustentabilidade ainda convidou o eleitor a refletir sobre quais candidatos representam o compromisso de buscar, no Congresso Nacional, a mudança que ele propõe, afirmando que muitos candidatos representam grupos econômicos que não teriam interesse nisso. “Eu te pergunto: um empresário que nesta campanha agora que aqui em Cuiabá está gastando milhões numa campanha, está derramando dinheiro com cabos eleitorais, ele vai para o Senado para fazer uma reforma tributária? Jamais! Ele não vai atirar no próprio pé! Ele tem compromisso com as empresas que estão financiando a campanha, com grupos econômicos. O povo tem que olhar no olho. ‘Com quem eu estou? Eu estou com quem vai defender os interesses nossos, da população, com quem realmente entende essa situação ou vou com aqueles que sempre foram financiados pelos grupos econômicos’?”, questionou.

 

Fonte:FOLHAMAX.COM.BR
Autor:CELLY SILVA Gazeta Digital
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