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Cabo denuncia que ex-secretário lhe ofereceu dinheiro para blindar governador de MT
27 de Agosto, 2018
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TARLEY CARVALHO Correa revela que juíza forjou ameaça para grampear Silval, filho e empresário em MT

O cabo Gerson  Luiz Corra Junior, da Polícia Militar, presta novo depoimento nesta segunda-feira sobre o esquema de grampos ilegais no Estado. A oitiva ocorre na Vara de Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá.

Gerson pediu para depor novamente alegando que no seu primeiro depoimento, no dia 27 de julho, estava em “estado de estava” e deixou de prestar algumas informações. Isso porque, a audiência começou às 13h30 e Gerson começou a depor só após as 13h00. O depoimento dele durou até as 5h30 da manhã.

O cabo da PM deve revelar mais detalhes sobre o esquema dos grampos no Estado. Em seu primeiro depoimento, ele atribuiu responsabilidade ao ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e ao governador Pedro Taques a “paternidade” do esquema de grampos ilegais.

 

ACOMPANHE A AUDIÊNCIA EM TEMPO REAL

15H38 - O depoimento é suspenso por cinco minutos.

15H33 - O cabo peded para o promotor reconhecer que foi infeliz em sua fala quando ele mencionou que a esposa do cabo está nos autos.  O cabo se alterou um pouco e pediu para ele reconhecer que isso não está nos autos. Ao promotor reconhecer, ele pediu para o promotor admitir que foi infeliz.

15H24 - Segundo Correa, o juiz Vladimir Perri escapou de ser usado pela organização criminosa em meados de 2015. "Fui convidado pelo Siqueira para ir conversar com o juiz Wladymir Perri, que estava interessado em ajudar a Polícia Militar a “pegar” policiais corruptos. O juiz se livrou de cair como vítima do esquema porque não fiz nenhum relato sobre suposta organização criminosa naquela cidade. Se fizesse, novos númeors seriam inseridos em relatórios que seriam deferidos por esse juiz”, contou. Ele afirma que não sabe como o coronel Siqueira ficou sabendo do esquema de interceptação. 

15H17 - Correa afirma que nunca tratou de grampos com os coroneis Lesco, Correa e Barros. Expçlica que existia um grupo nos WhatsApp para debater aspectos técnicos de implantação.

15H10 - Em relação ao coronel Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, Correa diz que que oficial pagou as duas primeiras parcelas do local da central de escutas.  Ele avisa que não pagará Lesco R$ 24 mil que lhe foram emprestados para montar o sistema. Assume que recebeu R$ 50 mil das mãos de Paulo Taques num restaurante na saída para Chapada. O dinheiro veio em nota de R$ 50 e R$ 100 mil. Correa garante que nunca tratou diretamente com o governador Pedro Taques sobre escutas ilegais. "Só tive uma vez com ele quando fiz sua mudança de casa", afirma.

15H03 - O cabo cala o plenário da audiência ao detalhar que Paulo Taques lhe propôs a propina duas vezes para ficar em silêncio no escândalo dos grampos quando os dois estavam presos no Centro de  Custódia de Cuiabá em decorrência da "Operação Esdras" em 2017. "Nós estávamos presos. Foi pessoalmente. Na primeira prosa, foi sobre situação de ajuda. Frequentamos os mesmos lugares. Em 2017, me perguntou na prisão se eu estava precisando de ajuda. Eu respondi que não precisava de ajuda. Já na segunda ocasião, ele retornou para o CCC e tratamos melhor sobre ajuda para advogados. Ele me ofereceu advogado do escritório dele e eu neguei. Mas aceitei a ajuda financeira. E disse que o Siqueira iria procurar minha esposa, mas acabaram não a procurando", frisou uma referência ao ex-secretário chefe da Casa Militar, Airton Benedito Siqueira Júnior, também investigado no caso.

14H57 - Questionado sobre o que ele quis dizer com "todos os setores de investigação trabalham assim", Gérson Correa explicou que todos os núcleos de inteligência, PRF, Abin, Polícia Civil que todos os núcleos trabalham desse jeito porque o acesso às operadoras, qualquer pesquisa deixa rastros. "Eu imagino que não seja exclusividade do Gaeco por causa disso", disse.

14H53 - Correa revela que os números dos adversários políticos do governador Pedro Taques só foram iuncluídos na última semana da eleição de 2014. Conta que na primeira lista de grampos que recebeu só existiam policiais militares suspeitos de crimes e cita uma auditoria do sistema Guardião do Gaeco. Comenta que o promotor não sabia do esquema de grampos ilegais na campanha de 2014.

14H47 - O juiz o questiona se ele foi chamado para trabalhar com Zaqueu em 2014 por fazer grampos ilegais. Ele diz que não e foi escolhido pela confiança. O juiz volta a perguntar se todos promotores que passaram pelo Gaeco sabiam que grampos ilegais eram feitos. Correa responde: "todos que passam pelo Gaeco aprendem como é feito. Coronel Januário e outros aprenderam dessa forma". Correa cita que alguns políticos são alvos constantes do gaeco. "Em que pese Silval, Riva, Mauro Savi, Gilmar Fabris e outros eram tratados como alvos em potencial. Essa Ouro de Tolo foi um escândalo. Quando se inicia uma investigação, com dados que a própria interceptação, faz ela caminhar é diferente", afirma. Ele cita que no Novo Cangaço os ladrões de banco sempre deixam o celular e tem toda agenda grampeada. Correa ainda ressalta que a lei das Organizaçãoes Criminosas não deixam policiais terem acesso as gravações telefônicas.  

14H41 - Com declarações bombásticas, Correa agora revela que o ex-secretário da Casa Civil e advogado Paulo Taques, que estava preso até sexta-feira por fraudes no Detran, lhe ofereceu propina para não ser citado o nome do governador Pedro Taques (PSDB) nos grampos. "Enquanto estive preso, não posso deixar de fazer essa revelação. Recebi a promessa de ajuda financeira de Paulo Taques por duas vezes. Ele me ofereceu ajuda sob a condição de eu não deixar o assunto chegar até o nome do governador. Ele acabou não me ajudando", confessa ao reafirmar que as operações do Gaeco seguem sendo feitas com ilegalidades até hoje.

14H35 - Correa ainda aponta que uma suposta ameaça de morte a juíza aposentada Selma Arruda (PSL), candidata ao Senado, em 2015 foi usada como "barriga de aluguel". "A juíza procurou o Gaeco para falar da possível ameaça a ela. Fui designado para ir ao gabinete dela para conversar como seriam essas ameaças. Ela me narrou que uma assessora tinha recebido informações de que várias pessoas estava em uma fazenda em qeu Riva também estava começaram a falar de Selma que queriam cabeça dela e ela seria a chefe do Gaeco. Sabiam até a rotina dela. Eu fiz a apuração", frisou. Segundo Correa, Selma oficializou a denúncia e Silval, o filho Rodrigo Barbosa e o empresário Filadelfo foram incluídos nos grampos depois de acabr a apuração da ameaça a Selma. O cabo comenta que alertou a ilegalidade ao promotor Marco Aurélio. "Falei ao doutor Marcos que o crime de ameaça não gerava interceptação. Então, simularam o crime de organização para poder grampear. Eu formulei a denúncia anônima. Foi combinado com Selma para se declarar impedida para julgar o caso que envolvia a ameaça e repassado ao substituto", salienta, ao disparar: "não tinha nenhum fundamento que contra Silval e outros. Tudo fui eu que fiz".

14H30 - O juiz Murilo o questiona por que não se era feita os grampos de forma correta. Correa responde: "falta de conhecimento ou uma prática que virou virou rotina e ninguém percebeu. Se era para fazer o processo ideal, eu imagino que essa forma de investigaçaõ seja usada até hoje pelo Gaeco e outros orgãos". Correa conta que seugriu a forma correta de fazer a investigação para o promotor Marco Aurélio, em 2014, mas não foi atendido. "Disse a ele que tínhamos uma falha de investigação", frisou

14H25 - Gerson Correa conta que chegou a procurar o promotor Marco Aurélio para dizer que seria feita uma auditoria no sistema de grampos. Então, o cabo enviou uma notificação a Vivo solicitando a suspensão imediata dos grampos ilegais. Ele nega que tenha ocorrido "barriga de aluguel" na "Operação Seven", que derubou um esquema que teria desviado R$ 7 milhões. "Da mesma forma que a Justiça diz que nosso processo aqui hoje é por ilícitos cometidos, é uma prática corriqueira em grampos em Mato Grosso o que estou dizendo", afirma, ao colocar sob suspeita as operações Ventríloquo, Imperador e Metástase, que derrubaram esquemas de corrupção na Assembleia Legislativa.

14H20 - Correa assegura que entre os números grampeados como sendo de Roseli estava o do ex-governador. Ele ainda acusa falhas no Gaeco. "Quando os grampos foram feitos na Roseli, já sabia que ela estava em São Paulo e ele aqui. Portanto, quando houve o grampo, já sabíamos que um telefone era do Silval. A forma como vem as determinações do promotor já deixa aberto para os policiais burlarem o sistema", frisa.

14H15 - Segundo o cabo, um magistrado determina a quebra de um sigilo  e deixa o acesso irrestrito. "Foi assim que fizemos para conseguir mapear os telefones da família Barbosa. Antes de iniciar a interceptação, já sabíamos que e Roseli estava em São Paulo", frisa ao confirmar que a equipe de policiais tinha contato direto com o promotor Marco Aurélio Castro, ex-coordenador do Gaeco no Estado.

14H11 - O cabo recorda que ingressou no Gaeco, em 2014, e detalha como aprendeu operar o sistema de escutas. "Aprendi sozinho e fuçando o sistema. Não é uma experiência só do Gaeco, mas uma prática comum", assinala. Correa emenda e diz que a prisão de Roseli só teve sucesso com uma atividade ilícita do Gaeco no processo de incestigação.

14H06 - Correa diz não ter mais a placa. Sobre a "Operação Ouro de Tolo", que culminou na prisão da ex-primeira dama Roseli Barbosa, esposa do ex-governador Silval Barbosa, Correa diz que se equivocou ao dizer anteriormente que os terminais telefônicos da  família Barbosa estavam especificados, o que cofiguraria "barriga de aluguel". "Depois que eu depus, olhei os números e constatei que todos números estão como sendo de dona Roseli", afirmou, ao acrescentar que para conseguir os números dos familiares de Roseli fez várias pesquisas nas empresas de telefonia.  Comenta que usou ordens judiciais para se chegar aos números.

14H03 - O cabo revela que em 2012 o coronel Zaqueu solicitou sua ajuda para implantar um sistema de escutas telefônicas. Todavia, o sistema conseguiu ser implantado somente em 2014. Ele mostra um documento com 34 páginas detalhando como seria a implantação do sistema e suspeita que Zaqueu já estava com as placas nas mãos há mais de dois. Comenta que as placas são semelhantes as utilizadas pelo Gaeco de Mato Grosso e que somente algum tempo foi feito um convênio de cooperação técnica. 

14H00 - Gerson inicia dizendo que pediu um novo depoimento por ter prestado declarações no dia 31 d ejulho extremamente cansado e esqueceu várias coisas que poderiam contribuir com as investigações. 

13H52 - O juiz Murilo Mesquita Moura chama o cabo Gerson Correa para prestar depoimento. Nos bastidores, se comenta que o cabo deve fazer novas revelações bombásticas.

13H45 - O cabo Gérson Correa acaba de deixar a sala da 11ª Vara Criminal, especializada em Justiça Militar. Os demais réus também se encontram a espera do início da audiência. 

 

Fonte:folhamax.com.br
Autor:Da Redação
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