As ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade. William Shakespeare
Agronegocio | Soja:
Mercado em Chicago inicia semana com leves altas e atento ao clima no Brasil nesta 2ª feira
18 de Setembro, 2017
Esta matéria tem:

Os futuros da soja, nesta segunda-feira (18), dão início à semana atuando em campo positivo na Bolsa de Chicago

As cotações subiam entre 2,50 e 3 pontos nos principais vencimenrtos, com o novembro/17 sendo cotado a US$ 9,71 e o maio/18, referência para a safra brasileira, valendo US$ 9,98 por bushel.

Segundo explicam analistas e consultores, o mercado, embora acompanhe de perto a conclusão da safra 2017/18 dos Estados Unidos, já volta seus olhos para a nova safra da América do Sul, uma vez que algumas ameaças climáticas começam a aparecer no radar dos traders.

O tempo seco e o atraso das chuvas preocupa, uma vez que o início do plantio já está permitido desde a última sexta-feira (15), com o fim do vazio sanitário em boa parte dos principais estados produtores. No entanto, quase nenhum deles tem condições adequadas para um começo efetivo dos trabalhos de campo.

A demanda, que vem muito forte nos últimos dias, também ainda tem bastante informação entre a formação dos preços neste momento, em que o mercado segue buscando novidades fortes que possam tirar o mercado desse caminhar 'de lado' na CBOT.

Segundo relata o analista internacional Terry Reilly, da Futures International, o CNGOIC (Centro de Informações sobre Grãos e Óleos da China) sinalizou as importações de soja da China em mais de 9 milhões de toneladas, acima das 7,5 milhões esperadas para outubro.

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos traz seus novos dados de embarques em um boletim semanal e os números são aguardados pelos traders. Além disso, no fim da tarde após o fechamento do pregão, chega o novo reporte semanal de acompanhamento de safras também trazido pelo USDA.

"Os traders observam e analisam a continuidade do tempo seco no Brasil, rendimentos da soja americana que está sendo colhida e que segundo alguns analistas está desapontando e uma expectativa de novas compras chinesas durante esta semana que se inicia", explica o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Soja fecha em queda na CBOT nesta 6ª com realização de lucros; demanda e clima ainda no foco

Nesta sexta-feira (15), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia em campo negativo em um movimento de realização de lucros. Durante todo o dia, as cotações da oleaginosa recuaram, devolvendo parte das altas registradas nos últimos dois dias.

As baixas observadas entre as posições mais negociadas ficaram entre 5,75 e 7,25 pontos, com o contrato novembro/17, referência para o mercado, valendo US$ 9,68 por bushel. Já o maio/17, que é indicativo para a nova temporada brasileira, ficou em US$ 9,95. Nas máximas do dia, os preços bateram em US$ 9,77 e o maio/18 em US$ 10,03, respectivamente.

O mercado segue se ajustando, principalmente, em função do bom avanço das últimas sessões, mas também já refletindo o início da colheita nos Estados Unidos nas próximas semanas.

"Os futuros da soja caíram nesta sexta-feira com vendas prévias para o fim de semana e a possibilidade do início mais notável da colheita norte-americana. Desde a publicação do relatório do USDA de setembro, a soja oscilou quase 40 cents no mercado de futuros na Bolsa de Chicago', afirma o reporte diário da AgResource Brasil. No entanto, a consultoria afirma que "os participantes do mercado não colocam credibilidade nos números do USDA", completa o boletim.

Na outra ponta do mercado, as cotações seguem encontrando suporte e força nas informações de demanda. Durante toda esta semana, o departamento norte-americano fez anúncios de novas vendas para a China, o México e destinos não revelados, com um volume superando as 800 mil toneladas.

Além disso, os dados de embarques semanais e vendas semanais para exportação também vieram positivos e sustentando as informações de demanda.

Com a safra dos Estados Unidos se concluindo e a da América do Sul prestes a começar, os números do consumo voltam ao centro dos holofotes para mostrar que o a maior oferta norte-americana poderá não ser suficiente diante de menores colheitas que já são esperadas no Brasil e na Argentina. As mudanças, além de tudo, não se limitam somente à soja em grão, mas se estendm por todo o complexo da oleaginosa.

As exportações - tanto do Brasil, quanto dos Estados Unidos - têm apresentado números bastante fortes para a temporada 2016/17 e podem ser ainda mais expressivos para a 2017/18.

continuam correndo o noticiário internacional as informações de que o clima na América do Sul, principalmente no Brasil, poderia preocupar neste início de nova safra.

Neste 15 de setembro se finaliza o vazio sanitário em boa parte dos principais estados produtores e já há produtores com suas plantadeiras no chão para dar início aos trabalhos de campo. O negócio é saber, porém, se as chuvas chegam para possibilitar esse início de forma adequada.

Além disso, o Serviço Nacional de Clima dos Estados Unidos aumentou seu percentual de chance de ocorrência do La Niña durante o período de outono/inverno no hemisfério norte, ou seja, primavera/verão no hemisfério sul, de 25 a 30% para 55% a 60%.

"O mercado vai manter os olhos muito atentos à essa questão do La Niña", disse a CRM Agricommodities nesse momento em que o plantio argentino e brasileiro estão prestes a começar.

Data de Publicação: 18/09/2017 às 09:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas

Fonte:portaldoagronegocio.com.br
+ FOTOS DESTA NOTICIA
  COMENTARIOS
  Deixe seu comentario nesta noticia:
CAPTCHA code
PATROCINADORESCLICNOTICIAS