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Lavouras respondem por 68 porcento do valor bruto da produção agropecuária
21 de Setembro, 2017
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As lavouras voltaram a se destacar no Valor Bruto da Produção (VBP). O índice, apurado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é responsável por apontar a evolução do desempenho da lavoura e da pecuária ao longo do ano. Além disso, é ele que indica o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos.

Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (20), estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) para este ano se manteve, na atualização de agosto, em R$ 535,4 bilhões. As lavouras respondem por R$ 367,2 bilhões, e a pecuária, R$ 168,2 bilhões. O resultado de 2017 é 4,1% acima do obtido em 2016 (R$ 514,2 bilhões).

O principal destaque de agosto foi o algodão, que registrou aumento de 75,6%. Também apresentaram índices satisfatórios amendoim (31,2%), cana-de-açúcar (45,8%), laranja (20,9%), mandioca (70,5%) e uva (51,9%).

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, outros destaques da agricultura são o arroz, a cebola, o milho e o tomate. Com exceção da mamona e da mandioca, que tiveram redução de produção, todos os demais produtos apresentam em 2017 aumento de produção em relação ao ano passado.

Para a maior parte dos produtos, os preços recebidos pelos produtores estão abaixo do que no ano passado, salienta Gasques. Desse modo, para milho, soja e outros, a maior safra neste ano evita redução no valor da produção das culturas. Milho, soja, banana, batata-inglesa e feijão tiveram forte queda de preços.

Produção sazonal

De acordo com o estudo do VBP, o aumento de produtividade das lavouras de verão, de 24,1%, é outro destaque neste ano. As plantações de inverno sofreram forte queda, de 15,1%. A redução de produtividade na aveia, canola e trigo foi de 14%. Na pecuária, os melhores resultados vêm sendo obtidos em suínos e leite.

Alguns produtos têm apresentado desempenho desfavorável neste ano. São eles banana (-22,8%), batata-inglesa (-52,8%), cacau (-24%), café (-10,7%), feijão (-7,8%), trigo (-32,8%) e maçã (-21,2%).

Os dados regionais indicam a liderança de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. A cana-de-açúcar responde por 58% do valor em São Paulo, e a soja, por 52% em Mato Grosso. No Paraná, a soja e frango representam 54% do valor gerado.

 

 

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