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Perdas na produção em Sorriso já chegam a 10%.
Sorriso não está com registros positivos em relação a produtividade de soja neste ano, quando comprado a 2009.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Elso Pozzobon, as perdas nesta safra, já chegam a 10%. Na avaliação do presidente, essa queda na produtividade é devido a antecipação das chuvas e do plantio. “As chuvas começaram em setembro e o produtor se lançou ao plantio, as variedades não estão apropriadas para serem plantadas muito cedo”, analisa.
Em contrapartida, os produtores que deixaram para plantar a soja mais tarde, estão tendo muitos problemas com a ferrugem asiática em suas plantações. No entanto, Elso afirma que ao contrário de outros municípios do Estado do Mato Grosso, Sorriso não tem registros significativos de ataque do fungo nas lavouras. “O produtor aqui tem certo domínio sobre essa doença, está fazendo as pulverizações necessárias e está contornando. Mesmo que isso tenha um custo adicional, está controlada a doença”, afirma Pozzobon.
Enquanto produtores de outras localidades do Estado estão fazendo até seis aplicações de fungicidas nas lavouras, para combater a ferrugem, Sorriso está com uma média de três aplicações.
A boa produção é avaliada pela média de 50 sacas por hectare. “No entanto, neste ano, o produtor de Sorriso, não chegará a esse registro.” “Estamos com a expectativa de melhorar a produtividade daqui para frente”, acredita Elso.
Preços
A oscilação do preço do dólar influencia nos custos do produtor de Mato Grosso que paga pela logística mais cara do Brasil. O frete de Sorriso para o Sul do país está custando em média R$ 210/tonelada. Elso avalia como um custo absurdo. O frete já chega a custar para o produtor 1/3 de sua produção, ou seja, 15 sacas de soja são destinadas para o transporte do grão. “Esse preço equivale a 33% do custo do produto”, diz Pozzobon.
E não é somente o frete que consome parte significativa do lucro do produtor, os custos com o combate a ferrugem asiática, que já registra índices elevados de casos em todo o Estado, chega a quatro sacas.
São menos de 50 sacas retiradas por hectare em Sorriso. Os custos somente com o frete e a pulverização em combate a ferrugem totalizam 19 sacas. Com isso o lucro final para o produtor é baixo. “No final não sobra nada para o produtor. Nós já estamos trabalhando com margem negativa, com preços a R$ 26,50 por saca. O prejuízo já gira em torno de R$ 1”, afirma o presidente do Sindicato.